Alma Viajante  

Conhecendo o Mundo e Compartilhando Experiências

O dia que escalei um vulcão no Deserto do Atacama

Toda a viagem para o Deserto do Atacama foi cheia de sincronicidades, que inclusive devo escrever sobre isso em um outro capítulo, mas esse dia em si, foi especial.


Era o último dia de tour pelo Deserto do Atacama, e tínhamos um passeio de bike pelos vales da região, mas todo o grupo decidiu mudar para escalar o Vulcão Lascar. Todos toparam na hora, e eu fiquei com o pé atrás, simplesmente porque não tinha me preparado fisicamente, nem psicologicamente, e nem financeiramente, porque teria a diferença a ser paga na hora.



Esse papo foi rolando ao longo da semana, mas eu achei que nem todos iriam topar. E um dia antes, todos toparam e apenas eu fiquei insegura por todas as questões já comentadas. A fotografa que estava organizando a viagem me chamou de canto e disse para eu ir, que depois acertaríamos tudo. Então fui dormir com a ideia de conseguir alcançar o objetivo do dia seguinte, escalar um vulcão ativo no Deserto do Atacama.


Na manhã seguinte, os preparativos começaram cedo, e logo já estávamos indo em direção ao vulcão. Na chegada tivemos um belo café da manhã com muito doce de leite e geleias chilenas à beira da Laguna Lejía, com vista para ele, o imponente Vulcão Lascar.


Pegamos o carro, e seguimos em direção ao ponto de início da subida ao vulcão. Nossos guias super atenciosos e prestativos, explicaram que essa escalada era completamente diferente de uma trilha comum como as que fazemos em nosso dia a dia, porque precisamos ter um ritmo certo, e parar e comer em pontos específicos.


Além disso, explicaram que esta montanha tem três níveis de dificuldade, onde o primeiro deles é o mais desafiador, porque é o momento em que estamos nos acostumando com todos aqueles novos estímulos, como a altitude, o frio, os enjoos, as tonturas e tudo mais.


E ao longo da subida, imaginar que ali você está completamente vulnerável diante da montanha, respeitando toda a imponência dela, e também os seus limites, porque a cada passo, o cansaço aumenta e a vontade de parar e respirar é imensa. Mas é necessário seguir ultrapassando seus limites, e parar apenas nos pontos estratégicos.


A emoção de chegar no topo e conseguir atingir um objetivo é simplesmente surreal, porque você entende que é capaz de superar qualquer barreira em sua vida, e entende que nem tudo é físico, e a maior parte é daquilo que temos dentro da nossa mente, do nosso pensamento.


Depois dos choros, soluços e calafrios de conseguir me superar e enfrentar meus limites, era hora de começar a descer, e neste momento parecia que eu estava em êxtase com tudo aquilo que havia acontecido, tanto é que tenho poucos vídeos e fotos deste momento, porque eu realmente não sabia como agir ali, diante de tanta coisa extraordinária.


Na subida o cansaço é enorme, mas a descida parece ser mais cansativa pelo fato de sempre ter que ficar prestando atenção e forçando os joelhos e pernas para não escorregar nos pedregulhos ladeira abaixo, sendo necessário até o apoio de um bastão.


Ao finalizar a descida e chegar no carro, com todos ainda em êxtase, retornamos a pousada e tínhamos que arrumar as coisas para acamparmos em meio ao Deserto do Atacama, mas todos estavam ali ainda reverberando o que tinha sido o início daquele dia, e o fato de acampar no deserto não foi tão grandioso, pelo que já tinha acontecido pela manhã.


Mas de certa forma também foi uma experiência incrível, porque não é sempre que acampamos em meio ao Deserto do Atacama, indo dormir vendo a Via Láctea, e acordando com as cores estonteantes do deserto, azul do céu e laranja das montanhas.


Sou o tipo de pessoa que acaba precisando de um tempo para integrar todas as informações do que aconteceu, e depois de uns dias em casa, entendi que eu poderia conquistar o que quisesse na minha vida, porque eu realmente tinha me superado e superado os meus limites escalando um vulcão, porque eu entendi que 70% é a nossa cabeça que manda, e 30% é a parte física, do corpo. Por isso a necessidade de sempre mantermos a nossa mente bem, focada no momento presente para que consigamos seguir cumprindo nossos objetivos e propósitos.


Você já teve alguma experiência transformadora que aconteceu repentinamente e te transformou?


SOBRE

Juliana Santos, que deseja mostrar a todas as pessoas, que viajar é mais do que conhecer lugares, é provar e compartilhar experiências! E que basta mudar a nossa visão sobre as coisas e lugares, olhando positivamente, que sempre teremos experiências engrandecedoras.

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