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A NOVA ZELÂNDIA PELO MUNDO DE MAGRELA: Conheça o projeto de Lucas Favaretto e sua experiência de 5 meses pelo país! (PARTE 2)

07.08.2018

Se você não viu o post de semana passada, com a primeira parte da entrevista com o Lucas Favaretto, contando sobre o início de seu projeto e o planejamento de sua viagem de 5 meses pela Nova Zelândia, CLIQUE AQUI . 

 

E a continuação da entrevista abaixo, com seus gastos, aprendizados, experiências que teve por lá, e muito mais. Veja!

 

Quais gastos você teve, antes e durante o projeto?

 

Meus gastos antes da viagem foram com os equipamentos:

Total: R$ 2.500,00 divididos em:

 

Bicicleta: R$ 900,00

Barraca: R$ 450,00

Saco de dormir: R$ 270,00

Isolante térmico: R$ 180,00

Roupas eficientes: R$ 350,00

Materiais de cozinha, acampamento e bike: R$ 350,00

 

Passagens Aéreas

Total: R$ 2.500,00 divididas em:

 

Cuiabá a Porto Alegre: R$ 250,00

Porto Alegre a São Paulo: R$ 150,00

São Paulo a Dubai: R$ 500,00

Dubai a Auckland: R$ 1100,00

Auckland a Dubai: R$ 500,00

 

Explicação dos valores: meu irmão trabalha numa companhia aérea, consegui um bom desconto e por isso fui para Dubai primeiro.

DICA DE MAGRELA: pra quem quer ir para Nova Zelândia saindo do Brasil é pegar o voo direto de São Paulo ou Santiago e comprar com antecedência.

 

Seguro-viagem (11 de janeiro a 05 de junho) - Total: R$ 1.750,00

PS: O valor é aproximado por causa da cotação, algumas coisas paguei em reais, outras em dólares americanos e outras em dirhams.

 

Quando cheguei na Nova Zelândia a primeira impressão é de tudo ser extremamente caro, porém o velho ditado que “quem converte não se diverte” é real e mesmo assim é possível economizar.

O primeiro mês foi um pouco fora da curva, eu ainda estava me acostumando com o país e gastei mais do que poderia.

 

Porém, assim que cheguei na ilha sul, fechei a mão e gastei muito menos a cada mês que passou.

Além disso, usei diversas estratégias para economizar, algumas super funcionaram, como alimentação, transporte e hospedagem, outras nem tanto.

DICA DE MAGRELA: não tente economizar na manutenção da bicicleta, é como qualquer outro equipamento, faça a revisão na hora certa que sai mais barato.

 

Mas vamos aos valores:

 

 

 

 

Como bom administrador, separei as despesas por categorias e você pode observar que quase 70% das despesas foram com a alimentação (mesmo sempre comprando no mercado) e com investimento/equipamentos (manutenção da bicicleta, visto de visitante, tela do celular, entre outros imprevistos).

TOTAL DA VIAGEM: R$ 12.840,00

 

 

Quais experiências você teve que mais gostou?

 

Vou tentar ser breve, mas confesso que não será fácil, segue minhas melhores experiências em ordem cronológica:

 

 

 

  1. Aulas de circo e defesa pessoal durante a minha primeira experiência com o Couchsurfing, quando ainda estava em Auckland;

  2. Aula de surf com amigos e o simples fato de estar no Mount Maunganui;

  3. Tomar banho numa cachoeira de água quente;

  4. Completar o trekking do Tongariro Alpine Crossing;

  5. Atravessar a região da Mollesworth Station, uma estrada de terra que muitos neozelandeses desconhecem, difícil de encontrar até no Google Maps. Foram 200 km sem nenhum mercado, vila ou qualquer estrutura social;

  6. Assistir um jogo de Rugby com um brasileiro e ver o time local ganhar;

  7. Acampar bem pertinho do Mount Cook e pedalar o dia inteiro pelo Lake Pukaki acompanhado dele num dia maravilhoso;

  8. Pedalar a 0 grau acompanhado de montanhas nevadas;

  9. Ficar um mês em Queenstown procurando emprego e trabalhar por uma semana numa pizzaria da Domino’s;

  10. Participar da Startup Weekend Dunedin, construir uma empresa do zero e ficar em segundo lugar;

  11. Assistir uma apresentação Maori de verdade, daquelas que arrepiam!;

  12. Observar estrelas cadentes no ponto mais austral da Nova Zelândia;

  13. Pedalar 100 km na chuva, com frio, depois de pedalar 180 km nos dois dias anteriores e ficar completamente ilhado por conta da chuva por mais uma noite;

  14. Sair de casa às 23h00 para ver minhocas brilhantes numa noite de lua cheia;

  15. Chegar até o ponto mais distante do Mount Taranaki que consegui, superando meus limites pessoais numa situação climática extrema;

  16. Apresentar o projeto para alunos estrangeiros da Universidade de Waikato;

  17. Observar incontáveis pôr do sol, nascer da lua, pôr da lua e nascer do sol;

  18. Ficar na casa de pessoas desconhecidas, principalmente kiwis e brasileiras;

  19. Pegar caronas na estrada, especialmente a última com uma família Maori;

  20. Conhecer amigos de amigos que se tornaram meus amigos também;

  21. Aprender a tocar e cantar uma música super difícil usando diferentes violões pelo caminho.

 

 

 

 

Quais os maiores aprendizados que você teve?

 

Ao longo da viagem, postei fotos com frases que me inspiraram ou coisas que aprendi durante o caminho. Podem parecer um pouco clichê, mas as principais são essas:

  1. Nada é garantido;

  2. O tempo é relativo, melhor que quantidade é qualidade/intensidade;

  3. Tudo acontece por um motivo;

  4. Aprendizado acontece por transformação/necessidade;

  5. Se não está quebrado, conserte;

  6. Mais importante que os lugares, são as pessoas que você conhece;

  7. Por mais planejado que sejamos, não temos controle de nada;

  8. Paciência é uma virtude;

  9. O barato pode custar caro;

  10. A vida é como andar de bicicleta, para manter o equilíbrio é necessário manter-se em movimento;

 

 

O que mudou em você e como se vê hoje?

 

Muita coisa mudou e é difícil mensurar o tamanho dessa mudança, mas acho que o principal foi minha autoconfiança.

Hoje estou muito mais “blindado” de julgamentos ou do que os outros vão pensar.

Essa experiência me fez entender que independente de qual seja meu sonho, eu posso conseguir.

É claro que nada acontece por acaso.

 

Já acreditei que era só pensar coisas boas que elas aconteciam, mas não é bem assim.

Você também precisa fazer sua parte, você precisa agir e desapegar das “coisas ruins”.

Essas “coisas ruins” que na verdade nos fazem muito bem, mas por fazerem tão bem, se tornam ruins.

Falo do nosso apego com relacionamentos, confortos do cotidiano e as desculpas que inventamos para não realizarmos nossos sonhos.

 

Nada disso teria acontecido se eu não tivesse decidido naquele dia, véspera do falecimento da minha avó, seguir adiante.

Vários medos surgiram na minha mente e continuam surgindo, mas penso que cada dia é uma nova oportunidade de superá-los.

O ser humano é adaptável e conforme expandimos nossa capacidade de adaptação, nos tornamos capazes de realizar coisas inimagináveis.

 

Conte uma situação única de aprendizado e reflexão durante essa experiência.

 

Não sei se você já ouviu falar, mas existe uma expressão em inglês que é: “we take something for granted”.  

Numa tradução básica é como “nós tomamos as coisas como garantido”, ou seja, como se sempre estivesse lá.

Durante os dias que estava em Christchurch, eu estava pensando em diversas coisas para fazer no futuro.

 

Estava em dúvida se continuaria viajando pela Nova Zelândia, se tentaria arrumar um emprego em Queenstown, se seguiria para a Austrália, se voltava para Dubai e pensei até em viajar pelo Irã.

Estava tão preocupado em como eu me manteria na estrada que de repente quase perdi tudo que tinha.

 

O DIA QUE QUASE PERDI MINHA CASA:

 

 

 

 

“Exatamente 5 segundos após essa foto (acima), enquanto eu buscava o melhor ângulo para a gravação de um take, uma “leve” rajada de vento derrubou minha bicicleta no mar.

Em menos de 5 segundos, estava eu pulando na água num ato de desespero/heroísmo tentando salvar aquela que me acompanhou por tanto tempo até então.

 

Alguns segundos depois, lutando contra a forte correnteza, segurando a bike com a mão direita e tentando nadar com a mão esquerda, me veio à mente que nada eu poderia fazer.

Até que uma força inexplicável tomou conta de mim e em menos de 5 segundos consegui me agarrar num dos pilares do píer.

Com a bicicleta pendurada no ombro direito, consegui me recuperar um pouco do fôlego/susto dos segundos anteriores.

 

Felizmente, havia alguém para me ajudar, que assistiu o episódio, enquanto eu retornava com a bicicleta para terra firme.

Esta cena não foi gravada em qualquer aparelho eletrônico, mas com certeza, ficará para sempre na minha memória.

PS: A bike acabou de sair da revisão e está pronta para mais 1600km!

 

 

E DEPOIS DA NOVA ZELÂNDIA?

 

Você deve estar se perguntando “e agora, o que faz o Lucas?”.

Depois da Nova Zelândia, retornei à casa do meu irmão em Dubai e de lá, vim para a Itália com a minha família.

 

Durante os últimos 45 dias, vivi numa cidade chamada Pavia e estive planejando os próximos passos do projeto.

 

Além de escrever esse resumo, estive desenvolvendo o site do Pelo Mundo de Magrela e produzindo conteúdos para as redes sociais.

Nesse um mês e meio, tive a oportunidade de pedalar quase 1000 km pela região, conhecer pessoas incríveis através do Couchsurfing e aprender o idioma italiano com certa fluência que impressionou até os locais.

 

Aprendi que o passado serve como experiência para o nosso futuro, mas que na verdade, esse futuro não existe, nós criamos ele.

Pode parecer clichê, mas a única coisa que realmente podemos mudar é o presente e devemos ser gratos por isso.

Afinal, o nosso futuro é criado pelo que fazemos no nosso presente.

Hoje, sou grato pela experiência que tive na Nova Zelândia, ela faz parte de mim e felizmente, é algo que não tem como me roubarem.

 

Podem passar cinco, dez ou 50 anos que sempre vou lembrar.

Porém, também aprendi que é necessário manter-se em movimento e por isso agradeço pela oportunidade de compartilhar essa experiência no blog Alma Viajante e pelo tempo que você disponibilizou para conhecer mais sobre a minha história.

 

Posso garantir que ainda é só o começo, pretendo lançar o livro sobre a Nova Zelândia pelo Mundo de Magrela (registre seu e-mail aqui para saber quando o livro estiver disponível).

Também quero me dedicar ao canal do projeto no Youtube contando minhas experiências através de vídeos.

Mas tudo isso será feito na velocidade da bicicleta e como dizem aqui na Itália, “Piano, piano, si va lontano”.

 

 

ACOMPANHE O LUCAS FAVARETTO NO INSTAGRAM E NO FACEBOOK.

ACESSE O SITE DO PELO MUNDO DE MAGRELA E FIQUE LIGADO NAS NOVIDADES DO PROJETO.

VAI TER LIVRO CONTANDO TODOS OS DETALHES SOBRE ESSA EXPERIÊNCIA NA NOVA ZELÂNDIA.

 

 

Resposta BAV: Lucas, primeiro muito obrigada por disponibilizar seu tempo e em compartilhar tantos detalhes incríveis de sua experiência de cinco meses pela Nova Zelândia. Como é inspirador ver a realização de um sonho se tornando real, mostrando que qualquer um de nós podemos seguir o que sentimos lá no fundo do coração, e no fundo, o propósito do meu projeto, também é esse, e é lindo ver que tem ressonância com seu projeto. Espero um dia poder compartilhar de novos projetos e experiências contigo, e muita luz na caminhada aí pela terra da bota! (:

 

 

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SOBRE

Juliana Santos, que deseja mostrar a todas as pessoas, que viajar é mais do que conhecer lugares, é provar e compartilhar experiências! E que basta mudar a nossa visão sobre as coisas e lugares, olhando positivamente, que sempre teremos experiências engrandecedoras.

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