Alma Viajante  

Conhecendo o Mundo e Compartilhando Experiências

Quais são as suas Raízes?

18.06.2019

Viajar é conhecer lugares, ter experiências transformadoras e também voltar as nossas raízes. 

Para começar a escrever este post, nada mais certo do que colocar a playlist que mais relembra as minhas raízes (:

Quais músicas relembram as suas raízes? 

 

 

Eu amo viajar e isso é um fato! Conhecer novos lugares, pontos turísticos e aqueles spots que todo mundo quer ir. Mas sempre fui daquelas que admira e valoriza os lugares de onde viemos. 

 

Sempre tenho lembranças de momentos na estrada ao final da tarde, tocando La Belle de Jour, almoçando carne de sol com macaxeira, um entardecer e aquele clima de verão para finalizar o primeiro dia em São Lourenço da Mata, Recife, PE. 

Eu nasci em São Paulo, mas não nego a delícia de lugar de onde meus pais e todos os familiares vieram.

 

E nem falo tanto da capital pernambucana, que também amo e admiro, mas me refiro mesmo, a São Lourenço da Mata.

A cidade que sempre que chego, me acolhe, traz a sensação de pertencimento e das raízes sendo cada vez mais integradas dentro de mim. E que inclusive, quando estava em um momento difícil lá em 2015, visitar novamente a cidade, me trouxe todo o sentimento de acolhimento e preenchimento, que faltava. 

 

Sentir o cheiro dos coqueiros ao passar pela ponte que corta o Rio Capibaribe, comer cuscuz com charque no café da manhã, cruzar a linha de trem que já está desativada e ver o Mercado Municipal com todas as suas iguarias e peculiaridades, me relembram todas as milhares de histórias que minha mãe e familiares contavam quando eu era pequena. 

 

Do quanto aproveitavam cada carnaval na beira da linha com os milhares de grupos de bumba meu boi assustando os moradores, dos bailes que iam no Ipiranga onde rolavam todas as festas, das fogueiras enormes na época de São João, do cuscuz de massa de mandioca doce da vovó Ana, e muito mais. 

 

Ao voltar e passar por cada um desses lugares, sempre fico imaginando como era tudo à 30 anos atrás e o frisson da cidade em meio ao caos de cada um desses eventos, como as escadarias da Igreja Matriz em que meus pais encontravam com os amigos, o cinema que eles iam para namorar e os famosos banhos de rios, num dos mais famosos rios de Recife, o Capibaribe. 

 

 

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São Lourenço também foi palco de experiências traumatizantes para a família e todos os seus moradores, como o dia em que todos curtiam o carnaval, com fantasias, alegrias e som muito alto, quando de repente, o trem buzinou e muitos não conseguiram escutar e sair da frente.

 

Ali na rua do vovô Cassiano, era onde eu sempre brincava com minhas primas, sob os pés enorme de coração de nego, que sombreavam nossas tardes de 35º graus de verão, em frente a linha do trem. Além de claro, trocar milhares de meias palavras e piadas com vovô, que sempre estava lá na frente de casa arrumando algum sofá.

 

Sempre passava as noites ali nos quartos do fundo, e a memória afetiva mais marcante é dos mosquiteiros enormes e seus mosquitos, que não me deixavam dormir tão bem. Depois disso, nunca mais vi um mosqueteiro. E talvez a galera do sudeste, nem saiba o que é um mosqueteiro. rs

Você sabe o que é um mosqueteiro? (conta nos comentários :)

 

Outro lugar mais para o interior é tão importante quanto esses do centro da cidade, e que me remete a muitas outras memórias. O sítio de vovô. Hoje em dia, meio esquecido, mas que anos atrás fazia a felicidade de toda a família Cipriano em São Lourenço. Era chegar e ver os pés de caju logo na entrada, os milhares pés de jaca e os infinitos pés de jambo, a fruta que mais amo até hoje. 

 

O ritual era falar com todos, depois explorar e me divertir por toda aquela área cheia de verde e pés de frutas. E depois, naquele calor o melhor mesmo era sempre tomar água de coco amarelo recém tirado do pé. Ali também era um dos lugares que tinha uma das vistas mais bonitas para o centro da cidade. 

 

Uma das vezes em que fui para lá, vovô Cassiano, queria porque queria visitar seus primos em um lugarzinho do interior, quase na divisa de Pernambuco com a Paraíba, chamado Mata Virgem, e como dizia minha mãe, aquele vilarejo que ela morou quando era adolescente, e tinha que andar, andar e andar para chegar nesse lugar com apenas duas ruas em formato de L, e com uma igreja no centro. 

 

Eu como uma boa adolescente que fui, não queria saber de nada disso, óbvio, mas se arrependimento matasse...

Gostaria de ter tirado foto de cada casinha, conhecido cada morador do vilarejo e suas histórias, e apreciado a vida simples num lugar inóspito e remoto no meio de milhares de canaviais.

 

Lembro de minha mãe sempre contando que na sua época de adolescente em Mata Virgem, todos os moradores se conheciam, e quando chegava o final de tarde a maioria ia pra frente da casa do único morador que tinha televisão. Naquela época, tudo era novidade, inclusive televisão, e é até estranho dizer isso em pleno 2019 das múltiplas tecnológicas. 

 

E talvez seja justamente por isso, por tanta tecnológica e tanta superficialidade, que eu sinta a necessidade de resgatar todas essas raízes e não deixar tudo isso morrer esquecido lá no interior das matas virgens dos anos de 1975.

E também deve ser por isso, o fato de hoje em dia, eu ser o tipo de pessoa que pode estar em qualquer lugar ou qualquer rolê, justamente com o intuito de experienciar cada momento e sensação, e não querer perder nada.

Tudo isso, também acaba trazendo uma certa sensação de pertencimento, de tradições e raízes, o que quando não sentimos isso, acabamos sentindo um vazio dentro de nós, que pode ocasionar diversas doenças bem conhecidas hoje em dia, como a depressão.

 

As nossas raízes se tornam cada vez mais especiais, com todo esse conhecimento e conteúdo que é passado de geração em geração. Porque se não tivermos esses conhecimentos das nossas origens, nunca teremos o interesse sobre isso, sobre as lutas, dificuldades e glórias enfrentadas por nossos antepassados. 

 

E você, já viajou assim?

Com interesses nas suas próprias raízes?

Buscando saber cada vez mais sobre seus familiares e suas origens?

De onde você vem?

Consegue associar os seus gostos, princípios e valores, com o dá criança que viveu momentos das suas origens mais profundas?

Quais são as suas raízes? Deixe aqui nos comentários, que queremos saber! (:

 

Em cada viagem que fazemos, podemos colocar a intenção que desejarmos, e buscar por aqueles conhecimentos, culturas, histórias e inspirações, durante o período da viagem. 

 

(Obs.: Sempre as minhas viagens foram assim, cheias de histórias, com um contexto inspiracional, focando nas tradições e culturas locais, e é muito disso que tento passar e mostrar para cada um de vocês que leem os posts.

Mostrando que a partir da forma que a gente enxerga as coisas ao nosso redor, elas vão tendo diversos e possíveis significados.

Não é só para simplesmente para dizer que "estive aqui", postar uma foto linda e pronto.

É para acrescentar, agregar, inspirar e compartilhar as sensações e sentimentos por trás de cada experiência de viagem, tornando cada uma única.

Quando passamos a perceber isso, temos a certeza de que não importa muito o lugar que você vai, e sim as sensações que você vai ter quando estiver lá, independente de que lugar seja esse.)

 

Esperamos que esse post (escrito com o maior carinho do mundo), te faça refletir sobre como é lindo podermos ter raízes das mais diversas, nos sentir gratos por isso, e que é possível enxergarmos isso e cada um desses lugares de uma forma diferente. Honrar cada um dos lugares que nos foi permitido vivenciar um tempo é engrandecedor, porque faz parte de quem somos.

 

 

 

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SOBRE

Juliana Santos, que deseja mostrar a todas as pessoas, que viajar é mais do que conhecer lugares, é provar e compartilhar experiências! E que basta mudar a nossa visão sobre as coisas e lugares, olhando positivamente, que sempre teremos experiências engrandecedoras.

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