• Juliana Santos

Nápoles pelo José Vinicius Freire: Conheça sua experiência de 3 meses pela Europa!


"Eu sempre digo que cada viagem tem seu aprendizado,

é impossível retornar do mesmo jeito que você foi."

A entrevista do mês será um pouco diferente.

Contando sobre um projeto de voluntariado em Nápoles, na Itália, onde o José ficou durante seis semanas dando aulas de inglês para crianças, e depois aproveitou para explorar o velho continente.

E ai, gostou? Então fique a vontade para ler o post completo, e deixar sua opinião nos comentários. (: E veja AQUI as entrevistas anteriores!

Conte um pouco sobre o projeto que escolheu e a AIESEC? A Aiesec é uma organização não governamental de liderança jovem, que tem como missão alcançar a paz mundial e o preenchimento das potencialidades humanas através do intercambio cultural voluntário.

O projeto EDUCHANGE o qual participei, tem como principal objetivo o contato de crianças e adolescentes com outra língua e ao mesmo tempo a troca de experiências e culturas, entre ambos.

Por onde passou e quanto tempo ficou? Meu projeto teve a duração de 6 semanas em Nápoles na Itália, depois aproveitei a visita ao velho continente para viajar por 11 países (Vaticano, França, Hungria, Áustria, Polônia, República Checa, Alemanha, Grécia, Espanha, Bélgica e Holanda).

O que te motivou a fazer essa viagem? Viajar sempre foi minha paixão, aliada a minha vontade de poder fazer a diferença no mundo, me motivaram a escolher o intercâmbio voluntário, tanto para meu desenvolvimento pessoal quanto de outras pessoas que compartilharam dessa experiência.

Quais objetivos/expectativas você tinha com essa viagem? O objetivo, além de aperfeiçoar a língua inglesa e o aprendizado da língua italiana, o crescimento pessoal e liderança foram meu foco nessa viagem.

Todas as expectativas foram superadas positivamente, me apaixonei pelo país, cultura e pessoas, e era meu sonho fazer intercâmbio, e conhecer as origens da minha família.

Com relação ao voluntariado, eu pensei que seria algo mais formal, mas quando cheguei lá, organizava as aulas, os temas, e os professores sempre estavam dispostos a ajudar.

Como foi sua relação com as pessoas que conheceu ao longo do projeto?

O relacionamento interpessoal durante meu projeto, não poderia ter sido melhor...

A começar pelas famílias que me hospedaram, sempre me trataram super bem e fizeram me sentir em casa.

Como era o funcionamento do projeto: onde dormia, o que estava incluso, dias de trabalho e de folga? O projeto consistia em ministrar aulas de inglês de segunda a sexta, 6 horas por dia para crianças de 8 a 15 anos e ser uma espécie de incentivador cultural, onde falei sobre a cultura brasileira e realizávamos trocas culturais além de discutir a respeito das diferenças entre Itália x Brasil, tudo isso na língua inglesa para incentivar e mostrar a importância de uma nova língua.

Neste projeto eu tive duas host Family, que foi minha casa e minha família durante todo o período, a alimentação estava incluída no projeto.

Quais lugares eram prioridades para conhecer em sua viagem? E como foi o processo de elaboração do roteiro? Sempre gostei muito de história, minha prioridade foi conhecer tudo, mas as três principais cidades que eu queria conhecer eram: Paris, Roma e Amsterdã, e claro Nápoles, que foi a cidade em que eu morei.

Meu planejamento foi feito inicialmente pelos países que mais tinha vontade de conhecer, mas não fiquei preso a um roteiro fechado, visto que em uma viagem longa como essa, muita coisa pode acontecer e você pode simplesmente querer alterar.

Eu sai do Brasil com ele em mente, porém aberto a alterações, assim na Itália, duas semanas antes de partir, comecei a me organizar e comprar as passagens e as reservas de hotéis.

Gostei muito de conhecer a Itália, porque as pessoas são acolhedoras, tem culinária maravilhosa, muita cultura e história, além de ser um museu à céu aberto.

Um lugar que me surpreendeu muito foi Viena, na Áustria, porque percebi um contraste muito grande no padrão de Europa, onde tudo funciona muito bem, tudo é muito limpo e as pessoas são extremamente educadas.

Outro lugar que gostei muito de conhecer foi a Polônia, por todo o contexto histórico, sendo um país que se reergueu, e onde eu pude realmente vivenciar tudo o que já tinha lido e visto em filmes.

Um lugar que também não estava nos meus planos, foi a Grécia. Fiquei muito amigo de uma voluntária grega durante o período em Nápoles, e quando estava organizando o roteiro da viagem pós voluntariado, achei uma passagem super em conta para a cidade dela, e acabou que deu tudo certo, e passei uns dias em sua casa.

A gastronomia grega é maravilhosa, e tive a oportunidade de conviver com uma família grega por alguns dias, conhecendo seus costumes, tradições e cultura.

Cidades? Lugares que foi? Como organizou tudo isso? Eu fiquei em média de 2 a 3 dias em cada cidade, na maioria delas capitais.

Um aplicativo que utilizei muito para comprar minhas passagens de um pais para o outro, foi o GOEURO.

O aplicativo mostra todas as opções e horários, seja de aéreo, trem ou ônibus.

As reservas dos hostels eu realizei antecipadamente , por segurança.

Em geral os hostels em que fiquei tinham uma boa estrutura e preço razoável, mas isso vai depender da cidade, época da visita e nível de conforto que o viajante presa.

Quais gastos você teve, antes e durante a viagem? Os gastos fixos do meu intercambio foram (lembrando que foram 11 países e praticamente 03 meses viajando):

Taxa da AIESEC: R$ 1.500,00

Passagem aérea: R$ 3.000,00

Seguro de vida (Obrigatório e exigido pela AIESEC local): R$ 500,00

Gastos Pessoais e viagens adicionais: R$ 10.000,00

Total: R$ 15.000,00

Quais experiências você teve que mais gostou? As experiências novas foram muitas, porém sem dúvidas, conhecer pessoas e aprender mais sobre as culturas, tão diversas da nossa foi o mais impactante.

Quais os maiores aprendizados que você teve? O maior aprendizado que essa viagem me trouxe, é que o mundo é grande, vai muito além de nossa cidade, estado, país.

E que o amor pode ultrapassar qualquer limite, porque o carinho que eu recebi das crianças e de pessoas que nunca tinham me visto na vida, que me acolheram e me fizeram sentir tão bem, foi incrível. Mesmo com as dificuldades de idiomas e costumes, o olhar e carinho que as crianças passavam para mim era incrível, fora toda a troca de cultura e conhecimentos.

Em qualquer situação que eu estava, conversando com alguém, em algum restaurante, na escola ou com as crianças, eu acabava desenvolvendo um pensamento mais aberto sobre o mundo, sobre as pessoas, e o quanto podemos aprender uns com os outros. E o maior aprendizado foi realmente este, abrir a mente!

Eu sempre digo que cada viagem tem seu aprendizado, é impossível retornar do mesmo jeito que você foi.

Gostou de conhecer um pouco sobre o projeto realizado pelo José?

Aproveite e fique de olho em seu insta para acompanhar as próximas aventuras!

E comente aqui embaixo o que achou dessa história inspiradora. (:

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